Por Pedro Nogueira
Um dia o Eduardo Boa Pesca chega ao Paradiso, na esquina da Itu com a Consolação, acompanhado por um sujeito bem estranho, que certamente nunca apareceu por lá antes. O sujeito está dirigindo o carro do Eduardo Boa Pesca e é muito mal encarado. Ele é o tipo de homem que, se você está andando pela calçada e o vê caminhando em sua direção, sem dúvida vai atravessar a rua, porque as chances são de 2 para 1 de que ele vai tomar a sua carteira. Pode até parecer exagero meu, definir as odds do sujeito em 2 para 1, mas eu apostaria todo o tabaco do Ribeirão Preto nessa porcentagem, pois tenho bom olho para essas coisas.
Bem, assim que o sujeito estaciona o carro na frente do Paradiso, ele desce e vai até o outro lado para abrir a porta do Eduardo Boa Pesca, que está sentando no banco de trás com pose de magnata do café. O Eduardo Boa Pesca, que tem esse apelido não porque seja bom pescador, mas porque sempre pesca uma carta boa no river, especialmente quando está atrás de uma broca, nunca...
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